O BALLET APÓS OS 50 ANOS.
“O balé pode oferecer muito mais que as academias. É um ganho possível até em pessoas bem velhinhas. Nunca é tarde para trabalhar o corpo corretamente. Tenho alunas de 70 anos”, revela Ana Elizabeth Bastus, bailarina e professora da Sala Crisantempo, na zona oeste de São Paulo.
Sem carga e com leveza de movimentos, também é possível remodelar o corpo e fortalecer a musculatura globalmente, endossa a professora. Aos 50 anos – dos quais 30 foram dedicados exclusivamente ao balé –, Beth defende a modalidade como a melhor opção para coordenar a mente e o físico.
“É completo porque redesenha a musculatura interna com suavidade, não apenas o exigido no levantamento de peso. Temos várias camadas de músculos no corpo. Somos iguais a uma trança. No dia a dia estimulamos a musculatura de ação, que usamos para correr, andar. A dança relaxa essa musculatura de tensões e trabalha a que sustenta os ossos.”
Braços, pernas e pés são acionados sem folga. Nesse vai e vem, é possível perder peso e exorcizar a gordura localizada. Além disso, pontua Beth, o balé não deixa ter culote. "O trabalho não permite que as mulheres tenham culote. A perna não fica rígida demais, nem flácida, apenas feminina."
Pré-requisitos: Para sentir na pele os ganhos da dança, entretanto, é preciso dedicação e empenho. A modalidade, depois de arrebatar sedentárias e marombadas para salas de aula, promove uma espécie de catequização, com alunas fiéis e dedicadas, que muitas vezes, decidem realizar o sonho de subir na sapatilha de ponta.O patamar mais elevado de todas as bailarinas, embora seja acessível, requer dedicação e comprometimento com as aulas, além de paciência.
“A sapatilha de ponta não é inatingível, mas exige cuidados tanto do aluno quanto do professor. As aulas precisam trabalhar a musculatura dos pés e pernas para suportar a ponta. É um trabalho intenso, diário, que requer disciplina", avisa a veterana.
A maioria das alunas, porém, se satisfaz ao encontrar uma atividade física que dê prazer e resultado, revela Camila Mariana Cesar Geroto. Bailarina profissional, a dança para adultos é tema do seu trabalho de conclusão de um curso técnico na modalidade.A parcial da pesquisa aponta uma insatisfação das mulheres com o conteúdo oferecido pelas tradicionais academias.
“Acho que as pessoas cansaram do lado mecânico das academias. O balé trabalha a feminilidade, é uma forma de elevar a autoestima.”
O balé ganha adeptas de todas as idades e marcas investem em roupas diferenciadas para potencializar o lado lúdico da modalidadeAlém de ter bases científicas para entender as necessidades e os desejos desse novo mercado de alunas, Camila quer mostrar a importância de uma metodologia específica para esse grupo.A tese foi vivenciada por Ana Curcelli, bailarina há dez anos e especializada em aulas para mulheres maduras. Aos 25 anos, ao procurar por escolas para retomar a atividade e se profissionalizar, ela percebeu que o desejo pessoal e a dificuldade em encontrar escolas que permitissem o aprendizado, também eram coletivos.“Fiz aulas com adolescentes, as opções eram limitadas. Fora da prática, também busquei formação acadêmica e foquei meu trabalho no público adulto.”
O conteúdo precisa ser específico e adequado para romper as limitações das alunas. Não é simplesmente retransmitir uma aula tradicional. O corpo já esta formado, há vícios de postura, limitações no alongamento e pouca flexibilidade, pontua a especialista.
“Não podemos ensinar a dança da mesma forma. O corpo tem vícios, precisa de cuidados. Os riscos são elevados se a técnica não for transmitida corretamente, é possível lesionar os joelhos, os pés.”
Hoje, aos 36 anos, além de exibir a dança na ponta dos pés, ela é professora em duas academias paulistas, oferece o serviço de “personal bailarina” (aulas particulares da dança em escolas e residências) e alimenta o blog Ballet Adulto, uma espécie de diário pessoal sobre a modalidade, usado para atrair e motivar os rodopios após os 20.
http://saude.ig.com.br/bemestar
A matéria é do site acima, e mostra que o ballet clássico é um ótimo exercício para a 3 idade.
O balé ganha adeptas de todas as idades e marcas investem em roupas diferenciadas para potencializar o lado lúdico da modalidadeAlém de ter bases científicas para entender as necessidades e os desejos desse novo mercado de alunas, Camila quer mostrar a importância de uma metodologia específica para esse grupo.A tese foi vivenciada por Ana Curcelli, bailarina há dez anos e especializada em aulas para mulheres maduras. Aos 25 anos, ao procurar por escolas para retomar a atividade e se profissionalizar, ela percebeu que o desejo pessoal e a dificuldade em encontrar escolas que permitissem o aprendizado, também eram coletivos.“Fiz aulas com adolescentes, as opções eram limitadas. Fora da prática, também busquei formação acadêmica e foquei meu trabalho no público adulto.”
O conteúdo precisa ser específico e adequado para romper as limitações das alunas. Não é simplesmente retransmitir uma aula tradicional. O corpo já esta formado, há vícios de postura, limitações no alongamento e pouca flexibilidade, pontua a especialista.
“Não podemos ensinar a dança da mesma forma. O corpo tem vícios, precisa de cuidados. Os riscos são elevados se a técnica não for transmitida corretamente, é possível lesionar os joelhos, os pés.”
Hoje, aos 36 anos, além de exibir a dança na ponta dos pés, ela é professora em duas academias paulistas, oferece o serviço de “personal bailarina” (aulas particulares da dança em escolas e residências) e alimenta o blog Ballet Adulto, uma espécie de diário pessoal sobre a modalidade, usado para atrair e motivar os rodopios após os 20.
http://saude.ig.com.br/bemestar
A matéria é do site acima, e mostra que o ballet clássico é um ótimo exercício para a 3 idade.
